TEMPO
DE HERÓI
(Yara Nazaré - 30/04/02)
Entristeço,
padeço,
emudeço.
Quando devo gritar...
diante de tanta insensatez
Visível pobreza ao redor.
Onde há brios,
se na corrida passam rios
de miséria, violência e desamor?
Grandes vultos espalham panfletos
Discursam eloqüência
Em linguagem premente
Oram promessas, logo esquecidas.
E, sem pasmar, seguem mudos
negando na memória,
o que reside na história
de um povo que clama,
uma classe sofrida
de cruentas proscrições.
Nas desditas da vida..
sem teto, alimento e afeição.
Nada de vez, nada de voz soberana,
só no peito o ultraje e a compaixão.
Mas resta a esperança.
Já é tempo...
Das sombras entrevejo chegando
a figura do herói.
Vem surgindo e sorrindo
Emitindo seu grito
estabelecendo a morada.
Rompendo as amarras
Nobre, valente e prudente
extraindo das sendas do dever,
a receita da justiça.
Do coração, uma sábia
solução...
Para um Mundo melhor!
(Imagem
do background, quadro:
Pensar - óleo sobre tela de Yara
Nazaré)