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Com muito carinho, apresento nesta página especial, uma menina linda, poeta sensível que escreve também, lindos contos, filha da nossa querida amiga, Luísa Fernandes, de Portugal.

VANESSA MARIA DA SILVA GRAÇA,

chamada carinhosamente por seus pais de Mimi, cursa, atualmente, o 6º ano na Escola Básica do 2º Ciclo (em Portugal, há o 1º ciclo de 4 anos, o 2º ciclo de 2 anos: 5º e 6º), o 3º ciclo (dura três anos e depois, antes da facudade, 3 anos de secundário). Gosta muito de viajar com seus pais. Adora a República Checa e a Suécia. Gostaria muito de ir a Paris, local que ainda não visitou. Adora ler, ouvir música moderna e também alguma clássica, ir ao cinema, estar com as amigas e sobretudo de crescer depressa para fazer o que ela quiser. É tímida mas muito imaginativa e gosta de conversar com as coleguinhas nas aulas. Pratica natação. Gosta muito das suas bonecas e dorme com as suas bonecas preferidas. Carinhosa, conserva tudo o que lhe dão: a prenda, o papel que a envolvia e o laço!!!! Gosta de jogar cartas, sobretudo com o avô materno. Econômica, não abre os perfumes nem os produtos de beleza que lhe oferecem para não os gastar. Guarda todo o seu dinheiro e gosta de notas que ela diz "estaladiças" o que significa que estão novas. Adora emprestar tudo aos amigos desde muito pequenina. Adora a amiga Raquel, que é da sua idade e até gostaria de ter o mesmo nome que ela. É um pouco teimosa pois é do signo de touro. É muito vaidosa e gosta da cor azul e sempre que pode é dessa cor que se veste. Como toda pessoa sonhadora, Vanessa acredita na "Fada dos Dentes" e quando extrai um dente, coloca-o por baixo da sua almofada, escreve uma carta e, no outro dia, a "Fada" passa, deixa dinheiro, recolhe o dente e a carta. Adora Ciências da Natureza, sua disciplina favorita. O seu Clube de futebol favorito é o Sporting, para contrariar o pai que é do Benfica. Quer ser veterinária, porque gosta dos animais mas tem medo dos cães e dos gatos. Completa 12 anos, no dia 16 de maio. Vanessa, com seus lindos olhos verdes, tem uma grande imaginação, gosta muito de escrever poesias e contos e o faz, com muita sensibilidade e ternura. Apresento aqui, alguns dos lindos textos de Vanessa.

Fiz esta página para você, querida Vanessa, com todo o meu carinho.

Yara Maria

 

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POESIAS E CONTOS DE:

 

VANESSA MARIA DA SILVA GRAÇA

 

O SÓTÃO

(Vanessa da Silva Graça)

Melodioso,

Belo,

Colorido…

Tem histórias por contar,

Já viveu no tempo

Dos meus avós

Histórias de encantar

Mas….

O tempo mudou

Agora é frio,

Escuro,

Silencioso.

Agora abriga apenas

Velhas lembranças,

Trapos, livros cheios de pó,

Armários que em tempos

Foram brilhantes ,bonitos.

Mas…

Guarda todas as nossas memórias

Dos velhos e alegres tempos

Dos nossos avós

E este sítio húmido,

Escuro, misterioso

Nos poderá contar

O maravilhoso que foi

Ter um sótão com quem partilhar

E aguardar

Estas velhas e boas quadras.

 

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O Natal chegou

e Jesus suspirou:

“Tanto Amor para dar

e tanta criança a chorar.”

(Vanessa da Silva Graça-12/03)

 

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MINHA JANELA

 

(Vanessa da Silva Graça - 10/02/04)

A minha janela é quente

E bela,

Acolhedora

E muito conversadora.

Conta-me o que vê

À sua vontade,

Mas só coisas

De grande beldade.

Uma delas é o Sol

Em forma de girassol.

Outra é o céu

Azul como um véu.

Pessoas acompanhadas

Falando animadas,

Pássaros a voar

Ao sabor do ar.

Estou com saudades

De ser criança e brincar

Vista e acarinhada

Pelo simples olhar

De minha mãe a mirar

Através da vidraça

Da minha janela,

Que sempre foi

e será

Quente e bela.

 

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ERA UMA NUVEM

(Vanessa da Silva Graça - aos 10 anos)

Era uma nuvem

que sabia voar.

Era uma nuvem

que sabia ler e cantar.

Era uma nuvem

que era boa amiga.

Voei com ela

para tocar o céu

mas em vez disso

toquei num véu.

Era um véu macio

a vogar no frio

onde todas as crianças

podem sonhar,

rir e brincar.

 


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O NATAL


(Vanessa da Silva Graça 10/2003)

 

O Natal é mágico

Algo de espectacular
Que nos faz lembrar

Amor, Ternura...

Talvez ainda nos recorde

A fome, a guerra...

Mas estas palavras

Temos de enfrentar

Para que todos os dias

Jesus se possa alegrar.

 

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A AMIZADE

 

(Vanessa da Silva Graça 27/01/2003)

Quando arranjo um amigo

Sei que ele vai estar comigo.

Sei que ele me vai ajudar
E as mágoas ultrapassar.

A amizade

É saber gostar de alguém;

Contar-lhe os nossos segredos.

Normalmente,

Quando estou com um amigo,

Sinto um calor aconchegante

Como se essa amizade

Fosse metade de mim.

Sinto que ele me apoiou

Desde que o conheci

E que sempre me irá apoiar

Nos bons

E nos maus

Momentos.

 

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GUARDA-CHUVA

 

(Vanessa da Silva Graça - 30/1/2003)

Mas quando parar de chover,

Vou ter de fechar

O meu guarda-chuva novo,

Acabadinho de estrear,

Que pena vou sentir

De não ver toda a cidade

a sorrir!!...

mas valeu a pena

abrir este meu guarda-chuva novo

muito azul e com florzinhas

e de ver toda a cidade

a sorrir...

 

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DISCUSSÃO DENTRO DO MEU ESTOJO

 

(Vanessa da Silva Graça - 24/2/2002)

Eu era uma menina muito boa aluna até que, um dia, a professora apanhou-me a falar com os meus lápis. Eu explico-vos melhor esta história:

Era Setembro. Já tinham começado as aulas. Todos os meninos estavam muito contentes, até eu estava. Nesse dia, estava eu ao pé da minha professora a fazer uma ficha até que, o meu estojo se mexeu violenta e misteriosamente.

- Quem será que está dentro do meu estojo? Interroguei-me. Será um fantasma, um monstro ou então bruxaria?!

Não liguei. Continuei a prestar atenção ao que a professora explicara mas o estojo continuava a mexer-se.

Já não aguentava mais tanta curiosidade: abri o estojo e... imaginem lá o que eu vi... dois dos meus lápis à pancada!!!

- Parem lá com isso! Ainda se partem e eu fico com dois lápis a menos! Já me chega os que eu já parti!—impedi afastando os dois lápis.

- Ninguém nos pode impedir de terminar esta luta!! Disseram os dois lápis, dando-me uma valente bicada.

- Aaaaaiiiiiiiii!!!! Gritei, queixando-me.

- Mas que modos são esses, menina Vanessa? Zangou-se a minha professora.

- Desculpe, senhora professora, nunca mais volta a acontecer. Desculpei-me eu.

Depois voltei a olhar para o estojo e sabem o que eu vi? A mesma coisa! Os dois lápis à pancada!

- Parem já com isso porque senão eu chamo a ambulância para os lápis malucos!!

- Quem devia chamar uma ambulância aqui éramos nós! Disseram os dois lápis.

- Façam o que quiserem porque depois não terei pena nenhuma de vos ver partidos e se fazem favor, já podem marcar na igreja o funeral! Respondi.

- Ai!! Ai!! Queixavam-se as canetas, a borracha, a régua...

- Vanessa, pára de gritar!!

- Professora, os meus lápis estão a lutar!! Confessei.

- Está bem, nós paramos de lutar! Gritaram, por fim, os lápis.

- Vanessa, hoje portaste-te muito mal, garanto-te que vais descer a tua nota!!

Tocou a campainha. Saí da sala de aula e fui com o meu pai para casa.

- Então, Vanessa portaste-te bem?

- Eu já te conto tudo o que aconteceu, foi uma aventura...

 

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O CAVALO DAS SETE CORES

 

(Vanessa da Silva Graça)

Eram férias de Verão. Isabel estava muito feliz de estar em férias e de estar no Algarve com os seus pais, os seus avós os seus primos e com os seus dois irmãos gémeos.

No Algarve a água é muito quente e Isabel ia todos os à praia.

Mas, um dia, como a sua família estava farta de ir todos os dias à praia, combinaram, no dia seguinte, em vez de irem à praia, iam a um grande prado onde podiam brincar, apanhar borboletas, colher flores e até dormir uma soneca debaixo de uma árvore!

- Vamos fazer o maior piquenique de todos!! Trouxemos tudo o que é preciso para comermos e para brincarmos?! Espero bem que sim!- disse a sua mãe, Margarida.

- Mãe, eu vou escutar, debaixo de uma árvore, a cantoria dos pássaros e admirar os ziguezagues das borboletas e o zumbido das abelhas! Deixas-me?

- Está bem, mas não te percas! Toma uma sanduíche para se tiveres fome e um boné para te protegeres do Sol. Adeus. Recomendou a sua mãe.

E lá foi a Isabel pela erva fora. Viu uma árvore que parecia boa para descansar.

Deitou-se e adormeceu.

De repente, apareceu um cavalo que tinha o seu lindo pêlo com as sete cores do arco-íris.

Esfregou os olhos para saber se era uma miragem... não era!!

- Quem és tu lindo cavalo? E o que é que vieste aqui fazer?- perguntou a menina, curiosa.

- Eu sou o cavalo das sete cores e vim aqui conhecer finalmente uma pessoa simpática. Todos os meninos que me vêem atiram-me pedras e querem vender-me a outros países para ficarem ricos. Tu não queres fazer-me isso, pois não?

- Não, é claro que não!! Eu não sou uma pessoa qualquer, sou uma pessoa muito especial: sou filha de Deus!- respondeu a rapariga.

- Ainda bem, fico mais descansado! Olha, desculpa lá mas eu tenho que me ir embora porque a minha noiva égua está a ter um potro! Chamar-se-á: Estrela Nublosa!

- Não faz mal! Foi um prazer conhecer-te! Mas também nunca pensei que falas-se com cavalos ainda por cima com sete cores!! Adeus!! Adeus!!- despediu-se a menina.

E dito isto, acordou e ... estava um cavalo mesmo à sua frente! Mas não era colorido!!

 

 

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