
Nesta página, apresento uma reunião de três grandes poetas.
MARCIAL SALAVERRY
ÓGUI LOURENÇO MAURI
WANDERLINO ARRUDA
DOCE RECORDAÇÃO
(Marcial Salaverry)
Doce recordação,
enlevando o coração...
Bate aquela saudade,
daquele momento de felicidade...
O amor encontrado,
o coração apaixonado,
lindos momentos perdidos na lembrança...
Doce recordação... beijos de quase criança...
Nos dá um quase torpor,
essas recordações de amor...
Recordo aquele beijo,
cheio de contido desejo...
Aquela doce carícia,
feita com tímida malícia...
Doces recordações,
dando as primeiras emoções
para os mantes corações...
* * * * * *
DE REPENTE
(Marcial Salaverry)
De repente,
descobristes o amor.
de repente,
tua vida ganhou nova cor...
de repente,
esquecestes passada dor...
de repente,
sentistes no coração o calor...
de repente,
queres ser feliz, seja como for...
de repente,
sentes a vida com mais ardor...
de repente... não mais que de repente...
ei-lo que ressurge: O AMOR.
Esse amor surgido de repente,
quer apenas e tão somente,
amar e ser amado...
Dê-lhe seu coração apaixonado...
(Wanderlino Arruda)
Glória à
raça,
glória à cor,
glória à beleza da forma.
Glória, glória,
que o negro carece,
glória, glória,
que o negro merece.
alma e vida do nosso Brasil !
Trezentos anos de
Zumbi,
três séculos do bravo guerreiro,
três séculos de negro altaneiro,
na labuta do trabalho,
na luta pelo espaço
da nossa maior cultura:
a dança,
a comida,
a música,
o jogo de cintura,
a inteligência viva,
a liberdade,
a alegria natural
do gostoso jeito de ser
que mais representa o Brasil !
Glória às
artes do Aleijadinho,
Glória à poesia de Gonçalves Dias,
Glória ao romance de Machado de Assis,
Glória à voz de Milton Nascimento,
Glória aos pés de Pelé.
Glória ao samba do nosso Carnaval.
Juntos, bem juntinhos, na história.
* * * * * *
AOS QUE SE FORAM...
(Ógui Lourenço Mauri)
Não, não
sei a qual dos dois me ligava mais,
Nem sei tampouco qual me dá maior saudade;
Sei apenas que não os verei jamais...
Não mais terei essa felicidade!
Vi tudo tão natural quando a morte
Os separou de minha vida,
Mas hoje sinto a dor dessa má sorte
Por já não ter essa fortuna desmedida.
Receio que partiram desapontados comigo,
Por minha indiferença aos conselhos dados;
Mas hoje creio ter retomado o abrigo
De seus ensinamentos deixados.
Não consigo estancar o meu pranto,
Que a cada dia aumentando vai,
Deus meu, como sinto tanto...
A falta de minha mãe e de meu pai!..
21/09/2002


