
Com muita alegria, apresento nesta página, algumas poesias da minha amiga,
ROSA MAGALY G. LUCAS - EIRE,
que através dos versos que escreve, demonstra grande sensibilidade e amor pela vida!

(Rosa
Magaly G. Lucas – Eire)
Longa estrada caminhada,
Ora triste, ora contente;
Bem mais contente que triste,
Pois com a alegria
espalhada
Por tanta, mas tanta gente,
A tristeza não resiste.
Vai murchando de mansinho
Enquanto o júbilo aumenta,
A ornar com flores a aléia
Que embelezando o caminho
Mais parece a vestimenta
Bela e pura de uma déia.
A tristeza é pé de vento
Que varre o chão e faz frio;
É como a chuva malvada
Que torna o azul céu, cinzento;
E assim fica até que o estio
O torne em tarde dourada!
Tristeza, ai, que bom que passas,
Ainda que nos machuque,
Não fazendo diferença
Entre as casas de vidraças
E o barraco de estuque.
Alegria, sê benvinda!
És como um prêmio dos deuses
Que do Olimpo nos chega!
Com eles a vida nos brinda
Ao doce som de berceuses,
E a ventura então se achega.
Ah, divina caminhada
Que nos torna rosicler
A parte triste da vida...
És como trilha encantada
Que não permite sequer
Que nos fira, a dura lida.
(24/08/99)
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RETORNO
(Rosa
Magaly G. Lucas – Eire)
Um amor
Que me possa entender,
é tudo o que mais quero
nesta vida...
que me leve
a ver o sol nascer,
e que me chame assim
- Minha Querida!
Um amor
que flores ponha em minha mão,
e me ajude a
a ver as coisas como são...
que me faça amar a vida
intensa e docemente;
que me ensine
a rir e a chorar suavemente...
Só assim,
com esse amor
pra mim tão puro e lindo,
poderei entender a vida
e a morte, após a qual,
de novo viverei:
primeiro entre as estrelas,
e então retornarei.
Esta poesia é mesmo uma história de sonhos.
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CAYMIRIM
(Rosa Magaly G. Lucas – Eire)
(Pensando em Luiz Antonio e tempos felizes)
De minha vida parte foi-se embora
a se perder nas brumas da saudade
de um tempo feliz, não como agora
que não te vejo mais, Felicidade!
Quando jovem, eu tinha tanto em mim,
ânimo, alegria, e esperança...
Aos poucos volto a ti, Caymirim,
como alguém que se perde, uma criança,
por uma terra estranha e sem fim.
Eis-me aqui só, triste alma esfarrapada,
a me sentar num banco em pau-marfim,
a ver o gado que vem pela estrada
mugindo num tom triste, lamuriado...
A minha vida aos poucos se termina
e junto a ela o dia ensolarado
que aos poucos, como a vida de menina
vai se perdendo no mato cerrado;
e com ela se vão os mais risonhos
momentos que vivi por esses campos;
E o sono vem, vai me tingindo os sonhos,
com o cheiro de terra; e a luz de pirilampos.
Sinto do sol o calor, percebo-lhe o brilho,
sinto em minh’alma a brasa escondida,
que me queimou quando se foi meu filho,
um pedaço de mim, da minha vida.
E imagino o verde, a paz, a cachoeira
que jamais hei de ver... eu nada tenho...
Tudo o que me seguiu a vida inteira
queimou-se no caminho qual um lenho
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UM BREVE, LONGO AMOR!
(Rosa Magaly G. Lucas - Eire)
Eu tive um dia, ah,
faz muito tempo
horas de encantamento, horas de amor!
Foi tão intenso o amor, tão doce, tão vibrante...
Encheu-me tanto a alma de alegria,
num espocar de sons, luzes, carinhos,
invadiu-me o ser de tal felicidade
que eu me senti em êxtase morrer...
Não me importa que o corpo já não pulse,
tampouco que minh’alma não mais vibre,
que a saudade me invada, pouco a pouco,
ou que a morte me surja de repente...
Mais vale um amor pleno,
de uma hora,
do que uma vida de marasmo.
Assim, eu vivo hoje aquele sonho lindo,
aquele tempo de um amor infindo
que me faz viva para todo o sempre.
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QUE...
(Rosa Magaly G. Lucas - Eire)
Que a água pura e límpida da cascata,
Nos lave o corpo, a alma, e o coração!
Que o chilrear de pássaros na mata
Nos invada de amor e de emoção!
Que o borbulhar das águas sobre a pedra
Seguindo em busca das águas do mar
Banhando a flor que dentre o rio medra
Transforme a todos , do amor em pilar!
Que o farfalhar das folhas sob o vento
Que empurra as nuvens lá no céu de anil
Nos torne mais fortes, dê alento,
À pobre alma que jamais sorriu.
. Que as bênçãos de Deus com Seu carinho
em torrentes de luz, de paz, de vida,
nos ensine a trilhar o bom caminho,
não nos permita ser alma perdida!
Que sempre caminhemos pela trilha
Em cujo final surge a verdade
Que ao justo envolve, e envolvendo brilha
Ao nos apresentar à Eternidade...
Que seja assim o nosso caminhar
Entre sonhos, ternura, amizade...
Que nada nos impeça de buscar
A salvação, a paz, serenidade...
Então, um dia, não sabemos quando,
Ao final da estrada, lá chegamos,
E aos pés de Cristo, de emoção chorando,
A nossa vida, amigos, deponhamos.
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NOITE TRISTE
(Rosa Magaly G. Lucas – Eire)
Esta noite está tão triste!
Não há brisa, não há lua,
e o sonho que me visita, fala de saudade... dor...
Esta noite, noite triste,
Meu Amigo, pela rua
não há cantos... só tristeza, nada nos fala de amor!
Ah, Amigo, que saudade
do tempo da juventude,
esvoaçante e suave, qual brisa de primavera
que igual a um pássaro lindo, nos traz a felicidade
no seu biquinho de lacre, pura em toda plenitude,
perfumada tal qual era!
Ah, meu Amigo,
em teus braços
quero dormir docemente...
vem, Querido, vem comigo
a trocar beijos e abraços
fraternos, ao sol poente...
e assim, a vida me leve
navegando sobre os sonhos,
à luz de um belo luar
de noite encantada, breve,
de murmurios risonhos
que me façam divagar
sobre a vida e sobre a morte,
sobre o riso e sobre o pranto,
sobre a luz em ti latente;
pois não quero eu outra sorte
senão a que vem do encanto
de um passado que é presente!
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