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Apresento nesta página as belas poesias de

LIGIA TOMARCHIO

e sua linda composição poética:
Colégio Interno.

YARA NAZARÉ

 

 

 

 

 

CORAÇÕES SECOS
(Ligia Tomarchio)

Cântaros recolhem
pedaços de chão seco
onde a chuva
não conseguiu molhar.

Escorrem lamentos
de corações sedentos
almas secas
de tanto chorar.

Choro incontido
da fome a doer
corroer de mentes
onde as sementes?

Subsolo endurecido
tal os corações dos dirigentes
transviados sem direção
a carregar numerário desviado.

Rumo incerto para o povo
qual polvo e seus tentáculos
a procura dos caminhos
encontra destino e desatino.

O caminho longo a percorrer
com a fome a irromper
alimenta-se de esperança
o retirante ao anoitecer.

Dias e dias percorrendo caminhos
do desconhecido pensamento
querendo pão e engolindo vento
vendo o chão correr sob os pés.

Na bússola da memória
sudoeste marca imantada
desvão do coração ansioso
por labuta, recompensa da luta!
Fim do sonho.

 

 

 

 

 

 

CANÇÕES

 

(Ligia Tomarchio)

Como fazer

com essa ida

e vinda

de canções

corações secos

desalmados

sem rumo

não se pode nada esperar

rezar?

Ajoelha-se no ar

entre águias

acima

sem suspeita

receita de amar?

Os cânticos flutuam

não mais no ar

ondulando úmidos

carregando estrelas submersas

internas orações da alma?

Calma no olhar

receio ou anseio

espelhado

sons truncados

refletidos e contidos

âmago cruel

fel?

Ardente canção

és chama?

Clamor...

 

 

 

 

 

 

FRAQUEZA

(Ligia Tomarchio)

Perdida

não creio na vida

ela é tida como boa

não é à toa que clamo e reclamo

por um dia de poesia

de amor e paz

nessa vida cheia de encontros

desencontros

reencontros...

Sou contra

tudo

a vida

essa que tanto me machuca

causa-me espanto

no entanto,

a suporto

e me porto como quem está viva

no fundo

no meu ego escondido num poço

estando há muito tempo morta...

 

 

 

 

 

COLÉGIO INTERNO

(Ligia Tomarchio)

Interino e profundo
jaz colégio da vida.
Minutos de sabedoria soterrados
no porão da saudade.

Idade reporta momentos
de infinita sofreguidão.
Desconsolo maldito
destempero de sorte.

Menino de oito anos
tragado pelo colégio maldito.
Chora ao pai rígido
raiva da separação.

Inesperada incompreensão
causadora de mal estar.
Fecha a tumba com lágrimas
caminha a passos lentos.

Recepcionado por um anjo
espectro de horror.
Apenas oito anos de idade
adentra o colégio interno.

Sorverá talvez sapiência
sofrerá certeira flecha de dor.
Menino sábio de oito anos
retornará magoado ao pai.

Consolo é seu tesouro.

Liberdade é sua salvação.

 

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LIGIA TOMARCHIO

 

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Y ara Nazaré