Minha
linda
amiga,
é
uma
poeta
sensível
e
nos
seus
versos
nos
faz
voar
através
do
pensamento
até
um
mundo
de
sonhos
e
músicas
suaves
que
nos
remetem
a
reflexão
ao
mesmo
tempo
que
nos
encantam.
Entre
outras
qualidades,
Hellen,
é
também
piloto
de
kart
e
faz
parte
do
nosso
grupo
Jaguar
Kart
Rancing,
no
Ferrari
Kart.
No
Grid
de
Largada
está
sempre
na
Pole
Position,
controla
com
maestria
seu
kart
nas
curvas
desafiantes
e
domina
a
velocidade
nas
retas,
com
total
segurança.
Já
subiu
ao
Pódium
várias
vezes
onde,
na
sua
modéstia,
varia
nos
degraus
entre
o
segundo
e
primeiro
lugar.
Hellen,
esta
é
a
minha
homenagem
para
você.
Com
carinho.
Yara
Nazaré
|

BIOGRAFIA
Sou
carioca
e
estou
há
10
anos
em
Brasília.
Quando
menina
sempre
me
destaquei
como
boa
aluna
e
pelas
coisas
que
escrevia.
Fazia
peças
de
teatro
para
encenar
com
os
amigos,
ganhei
concurso
literário,
fiz
peça
para
outras
escolas
a
pedido
da
diretora.
Mas,
curiosa,
queria
também
ser
cientista
e
descobrir
coisas
novas.
Comecei
inventando
formicida
com
pasta
de
dentes,
incentivada
pelo
meu
avô.
Quis
ser
de
tudo
na
vida,
até
que
minha
irmã,
estudante
de
medicina
me
colocou
um
microscópio
na
frente
e
aí,
6
anos
depois,
me
formei
em
Medicina
pela
UERJ
e
passei
a
clinicar
em
minha
cidade
natal.
Casei,
tenho
um
filho
que
é
meu
melhor
amigo
e,
entre
o
Rio
e
Brasília,
ainda
morei
no
pantanal
rondoniense
com
muita
natureza
à
volta.
Me
embrenhava
no
meio
da
floresta
tropical
em
busca
de
pacientes
com
lepra,
inventei
aulas
de
inglês
para
as
crianças
do
local,
de
aeróbica
para
as
mulheres,
mudei
os
hábitos
alimentares
daqueles
que
estavam
acima
do
peso
e
exerci
minha
profissão
de
médica
a
30Km
da
minha
moradia.
Foi
assim
que
conheci
novos
valores,
o
Pau
Brasil,
a
onça
preta,
a
pintada,
o
boto
e
os
calafrios
da
malária.
Mas
a
pesquisa
e
a
procura
pelo
novo
me
fez
voltar
para
a
civilização
e
me
apaixonar
pela
reumatologia,
aonde
se
tem
muito
ainda
pra
pesquisar.
Já
com
esta
especialização
concluída
na
UFRJ,
decidi
morar
em
Brasília,
aonde
o
casamento
se
desfez
mas
o
elo
entre
eu
e
minha
profissão
se
tornou
mais
forte
e
alguns
sonhos
aos
poucos
foram
se
tornando
realidade.
Hoje,
é
nas
horas
de
tédio
dentro
de
um
avião
entre
um
congresso
e
outro
que
surgem
minhas
poesias,
inventando
amores
e
paixões.
Se
um
dia
o
amor
chegar,
elas
então
terminam.
(Hellen
Mary)
|
COMPASSO
DE
ESPERA
(Hellen
Mary)
E
o
mundo
se
mostra
Aos
pés
deste
homem
Que
pisa
sonatas
De
sonhos
Em
sol
E
em
chuva
À
procura
dos
sons
De
vida,
de
gente,
Que
invade
sua
mente
Em
chance
de
música
A
vir
se
tornar
E
as
notas
se
encantam
Balançam
no
trem
Que
desafia
a
morte
Desfalece
e
dorme
Ao
ouvir
tão
suave
sussurro
Do
vento
lá
fora
Na
noite,
no
escuro
Que
brinca
com
as
nuvens
Como
uma
criança
E
traz
na
lembrança
O
corpo
de
uma
mulher.
Em
saudade
O
pensamento
voa
Lutando
à
toa
Contra
o
amor
Um
mal
necessário
Para
a
música
Fusa
Confusa
Virar
poesia
Em
sua
estrada
vazia
E
trazer
a
luz
Em
noite
de
sol
e
clave
de
lua
Rever
a
silhueta
nua
Em
breve
ou
semibreve
momento
No
primeiro
andamento
De
um
lindo
amanhecer

Hellen,
em
1º
lugar
no
Pódium,
estoura
um
champanhe,
na
companhia
de
Janilde
-
2º
lugar
e
Nádia
-
3º
lugar.
DESPERTAR
(Hellen
Mary)
Enfim,
o
encanto
acabou.
Acordar
de
um
sonho,
mesmo
querendo
ficar
a
dormir.
Coração,
terra
do
nunca...
Emoções
sufocadas
gritando
socorro,
querendo
explodir.
Ser
frio
quando
o
calor
transpira
na
pele.
A
vontade
do
colo...
Verbena
no
vaso
de
cristal.
A
música
sem
saída
no
fim
da
rua
sem
mais
entrada
soa
longe...
e
se
mistura
ao
som
da
noite:
pessoas
indo
e
vindo,
passam
pelo
meu
rosto
como
vento
quente
vindo
da
areia
em
fim
de
tarde
de
verão.
Mas
sem
cheiro
de
maresia.
Sem
estrelas
no
mar.
E
a
lua
do
santo
Insiste
em
brilhar
no
alto
do
céu,
cheia
e
alheia,
a
tudo,
indiferente
à
tristeza
como
se
ela
não
pudesse
existir.
E
ilumina
a
cidade
escura
de
rostos
desconhecidos
esperando
pra
ser
descoberta
livre
e
aberta
àqueles
que
nela
sorrir.
Cortar
as
cordas.
E
partir.
Partir
as
cordas.
Cortar...
a
corda.
Acorda!

Hellen,
em
outro
circuito
sobe
ao
Pódium
em
2º
Lugar,
Patrícia
em
1º
e
eu
tive
o
privilégio
de
chegar
em
3º
lugar,
subindo
ao
Pódium
também,
com
as
campeãs.
JORGE
AMADO
(Hellen
Mary)
Morre
Jorge
Morre
Amado
Pela
Tieta,
Dona
Flor
e
Gabriela.
Quanto
cheiro
de
cravo
e
canela!
Morre
Jorge,
adorado.
Muito
Amado
Pela
Zélia
Morre
Jorge
Sol,
mar
e
dor.
Filho
de
Oxossi,
de
São
Salvador.

Hellen,
no
seu
kart,
preparando-se
para
a
largada.
O
MOMENTO
(Hellen
Mary)
Tenho
medo.
Me
encontro
no
vazio,
fico
vendo
o
tempo
passar,
nada
faço.
O
tempo
pára
diante
de
minha
fraqueza,
enquanto
o
mundo
gira
com
tanta
leveza
e
os
fatos
acontecem.
As
pessoas
crescem,
e
o
meu
dia
,
todo
igual.
A
falta
de
carinho,
solidão
carência
me
levariam
à
demência
sem
a
mistura
à
essência
do
perfume
carmim
das
flores
de
jasmim
no
jardim
que
se
molham
ao
cair
da
chuva.
Crescem
e
multiplicam.
Aguardo.

|
A
ESPERA
(Hellen
Mary)
Espero
teu
laço,
teu
abraço
e
abro
meu
espaço
para
tê-lo
junto
a
mim.
O
tempo
se
arrasta
e
leva
da
memória
o
teu
rosto,
o
teu
cheiro,
o
teu
sorriso,
tua
voz.
Preciso
rever
para
não
esquecer.
Mas
o
teu
beijo
vai
ficar
como
tatuagem
no
meu
corpo,
na
minha
boca,
machucando
e
não
deixando
se
perder
o
momento
de
ternura,
de
carinho,
que
você
tão
bem
soube
fazer.
Por
que
penso
em
vc?
Porque
foi
se
chegando
com
carinho,
cruzou
meu
caminho,
me
chamou
pelo
nome.
Sem
nem
querer
saber
meu
sobrenome
me
beijou.
E
me
quiz
mulher
sem
amor,
sem
pudor,
sem
antes
eu
ver
dos
seus
olhos,
a
cor.
E
me
deu
prazer
sem
eu
pedir,
sem
querer.
E
eu
nem
tinha
prestado
atenção
em
você!
Mas
me
envolveu
num
todo
feito
sonho
um
presente
tão
livre
de
passado,
de
futuro,
gostosa
ilusão
que
me
deixa
na
memória
o
som
da
sua
emoção
ainda
em
meu
corpo,
em
meu
coração.

O
ADEUS
(Hellen
Mary)
Agora
voce
já
pertence
Aos
beijos
das
castanholas
Nos
dedos
das
espanholas
E
deixa
para
trás
A
pinga
de
Goiás
Vermelho
vinho
caliente
Na
arena
o
grito
ardente
Na
noite
vagueia
Na
Terra
de
sangue
e
areia
No
violão
o
som
do
Brasil
Os
sonhos
no
coração
a
mil
Na
bagagem
sua
vida,
sua
coragem.
Só
no
tapete
escuro
da
noite
Eu
rolo
meu
corpo
no
seu
ao
sonhar
O
beijo
suado
e
o
dente
marcado
Que
se
cometa
o
pecado
Como
um
cometa,
O
êxtase
Saudade
no
ar.

VOANDO
PARA
SERGIPE
(Hellen
Mary)
Menino
de
rua,
moleque
sadio,
deixa
eu
entrar
no
seu
mundo
vadio
neste
sonho
profundo
e
depois
me
devolve
p'ros
simples
mortais
em
notas
musicais.
Lá
é
tão
passageiro,
corrido,
ligeiro,
tal
qual
por
do
Sol
que
deixa
saudade
em
Mi,
o
desejo,
a
vontade
de
pensar
só
em
Si
e
sem
Dó,
marcha
`a
Ré
voltar
tudo
atrás.
|
Clique
no
livrinho
abaixo
e
a
ssine
meu
Livro
de
Visitas.
Obrigada!
Yara
Maria

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