VIDA
EM
FLOR
(Luisa
Fernandes
-
02/05/05))
Não
sei
donde
venho
Não
sei
para
onde
vou
Procuro
um
caminho
Ao
longo
da
vereda
Um
traço
hesitante
entre
duas
orlas:
A
Vida
onde
estou…
A
Morte
para
onde
curso…
Ao
longo
das
margens
Colho
margaridas
brancas
Sinal
da
pureza,
da
riqueza
Que
é
a
Vida
com
que
me
brindaram
Não
sei
por
onde
vou…
Venho
de
longe
e
vou
para
longe
Mas
caminho
segura
de
mim
Tenciono
passar
o
trilho
Pois
minha
meta
não
tem
fim…
Não
sei
donde
venho
Não
sei
para
onde
vou
Procuro
o
caminho...
*********
A
UMA
ESTRELA
MENINA
(Luisa
Fernandes
-
03/05/05))
Conto
estrelas
em
ti,
Milhares
delas
Se
enredam
no
teu
olhar,
Brilham
em
cada
mirada,
Cintilam
de
palavra
em
palavra
Dançam
em
alegria
Dizem
da
tua
tristeza
Ausentam-se
do
pranto…
Conto
estrelas
em
ti
Pois
tu
és
uma
delas
Tal
poema
que
canta…
Mesmo
na
tua
ausência
Reconheço
as
palavras
que
dirias
Oiço
o
silêncio
radioso
de
tuas
ideias
Cuido
das
tuas
fantasias
De
teus
contos
de
fadas
Amo
o
que
és,
aquilo
que
não
fostes
Conto
estrelas
em
ti
Transforma-te
numa
delas…
***********
(Luísa
Fernandes
-
4/5/05)
Eles
virão
dizer-te
quem
sou
E
tu
não
acreditarás
Eles
denunciar-me-ão
Mas
tu
abonarás
A
meu
favor…
O
Amor
em
tudo
acredita,
O
Amor
tudo
perdoa
O
Amor
só
é
Amor
Quando
é
o
teu,
minha
Mãe!
**********
BEM...
MAL...
(Luísa
Fernandes
-
19/5/05)
Não
há
longe
nem
distância
Entre
o
bem
e
o
mal
É
doce
viver
aqui
Mas
que
desejo
de
andar
por
aí…
Amo
e
isso
é
que
importa
Fazer
o
bem
sem
o
mal
Distanciar
o
mal
do
bem
Para
que
um
dia
alguém
Daí
possa
entender
Que
daqui
estou
eu
Vivendo
como
aprendi
Daí
sinto
de
modo
inédito
O
poder
de
tudo
alcançar…
Quem
diria
que
alma
tão
tranquila
Parece
viver
feliz
Padecendo
do
mal
De
não
conseguir
transpor
a
barreira,
Atravessar
a
fronteira
De
não
poder
ser
igual
Aos
que
teme
mas
contempla…
Irmão,
não
julgues
teu
próximo
pelo
que
vês
Mas
pelo
que
nele
sentes,
Na
sua
atracção
pelo
abismo…
Quero
ser
bondosa
conhecendo
o
mal
E
maldosa
praticando
o
bem…
Quem
me
dera
entender
a
minha
faceta
Que
anda
por
este
mundo
vogando…
Serei
eu?
Serás
tu?
Não
consigo
responder…
Mas
eu
não…
Que
Eu
Não
Sou
Assim…
***********
AMIGA…
(Luísa
Fernandes
-
30/5/05)
Se
eu
não
soubesse
quem
tu
és
Seria
a
pessoa
mais
pobre
do
Mundo…
Se
eu
não
soubesse
que
existes
Estaria
agora
perdida
Procuraria
pelo
significado
das
palavras
Amizade
Distância
Calor…
Mas,
como
tu
existes,
Eu
sei
que
a
amizade
és
tu…
Que
a
distância
é
física,
Que
o
calor
é
essa
chama
especial
Que
acalenta
nossos
corações
Ao
sabermos
que
estás
aí
Mas
que
daqui
eu
penso
em
ti…
Trocamos
mensagens
Repletas
de
calor,
Calor
que
a
distância
Não
consegue
deixar
de
transformar
Em
AMIZADE!
********
AMAR...
(Luísa
Fernandes
-
11/6/05)
Verbo
que
conjugo
A
dois
Com
coração
e
bondade
Este
verbo
não
tem
limite
É
intemporal
Não
obedece
a
pessoa...
Não
pertence
ao
presente
Vai
e
corre
a
eternidade...
Eu
amo
num
presente
histórico
Porque
amava
e
amarei
Sem
pessoa
pois
também
sou
amada...
Amor...
Amar...
Amo-te!
*********
AI,
AI...
(Luísa
Fernandes
-
1/07/05)
Desde
o
sol
da
madrugada
Até
ao
canto
da
cotovia
O
dia
a
dia
passa
E
com
ele
a
vida
trespassa
De
angústias
e
fantasias
Dores,
mezinhas
e
gritos
Tudo
o
que
vida
nos
confere
Num
simples
ai
começa:
Grito
de
dor
de
uma
mãe
Num
simples
ai
permanece
No
fôlego
do
recém-chegado
E,
de
repente,
num
sopro,
Num
outro
ai
Tudo
se
vai
Acaba
Fenece
Foi
no
mesmo
ai
de
alegria
Que
começa
a
tristeza
Ai,
se
não
fosse
a
Vida,
Aí,
eu
não
seria!
*********
CONTRADIÇÕES
(Luísa
Fernandes
-
3/7/05)
Sento,
levanto
Choro
sem
pranto
Rio
chorando
De
tanto
dizer
sim
Quando
penso
não…
Levanto
e
sento
Corro
e
paro
Paro
sem
correr
E
corro
de
parar
Afirmo,
confirmo
Desminto
Aquela
cara
que
reconheço
Não
pertence
ao
coração
Que
parecia
dela…
É
cedo
mas
já
tarde
É
tão
tarde
de
cedo
Para
conhecer
aquele
Que
outrora
era
“amigo”
Mas
que
fora
e
não
volta…
Choro
sua
ausência
Alegro
meu
íntimo
Se
ele
só
o
foi
Porque
acreditei…
A
vida
tem
disto
É
feita
de
um
misto
De
verdade
mentira
De
fartura
e
de
fome
De
um
sinto
que
não
sinto
De
sentimentos
contraditórios
Serei
ou
não
serei?
Ei,
do
outro
lado…
Está
aí
alguém?
Não
responde
ninguém?
Porém
foi
você
que
eu
amei…
**********
SOLIDÃO
(Luísa
Fernandes
-
03/07/05)
Uma
hora,
Duas
horas
E
o
tempo
que
não
passa…
Cada
minuto
é
eterno
Mas
que
pressa
tenho
de
viver?
Será
que
rapidamente
Sem
estar
consciente
Desejo
desaparecer
Ou
então,
simplesmente,
Camuflar
este
meu
lado
enfadonho?
Que
se
transforma
em
medonho
Ao
cair
das
trevas…
A
noite
me
escurece
A
solidão
enfurece
O
silêncio
Apenas
o
silêncio
Me
escuta
e
atende
As
preces
feitas
em
palavras
Escritas
neste
espaço
Inscritas
e
apagadas
Longas
horas
aqui
passadas…
Depois,
para
completar,
Procuro
imagens
e
som…
Então,
aí,
realizo,
Concretizo
Uma
arte
de
diversão
Que
preenche
este
espaço
De
alegria…
As
horas
foram
segundos
Parcos
e
impertinentes
Saltitantes
desobedientes…
Adormeço
satisfeita
Por
ter
ilustrado
meu
pranto
Por
ter
amansado
minhas
tormentas
E
ter
acalentado
minha
arte
de
viver…
Uma
hora,
Duas
horas,
O
tempo,
o
vento
o
levou…
*********
“BURRITO”
(Luísa
Fernandes
-
03/07/05)
Ei,
salta
daí,
vem
Rodopia
que
a
vida
Sempre
quer
Alguém
mais
atrevido
Que
tente
afrontar
as
leis
da
gravidade…
Pernas
p’ró
ar
Nariz
no
chão…
Vem
daí
e
dança
Ao
ritmo
alucinante
Da
música
endiabrada
Do
sol
escaldante
Do
amor
envolvente…
Saltita…
A
vida
não
pára
Para
ser
vivida…
Rodopia
Em
cadenciada
dança…
Ao
ritmo
vertiginoso
da
tua
gargalhada
Da
tua
pedalada
Da
tua
vivacidade…
Transforma
tuas
inibições
Em
autorizações…
Pula,
salta,
rodopia,
Volta,
corre
e
não
pares
Que
o
ritmo
não
falte
Que
o
fôlego
não
escasseie,
Ao
som
de
tal
música
Só
o
Sol
encontrei…
********
Obs.:
A
divulgação
desta
página
foi
autorizada
pela
poeta,
Luisa
Fernandes.