ESPECIAL:
FAMÍLIA BORBA PINHEIRO

Apresento
esta página especial, em homenagem aos queridos
amigos, Cândido, Simone e Andréa, que
unidos, formam uma linda família de poetas!
A vocês
amigos, com carinho.
Yara
Maria
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A FAMÍLIA
BORBA PINHEIRO:

Cândido
e Simone, nasceram em Dom Pedrito, no Rio Grande do
Sul e são os pais de uma linda menina, chamada
Andréa. Atualmente, residem em Santa Maria/RS.
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CÂNDIDO
PINHEIRO

Cândido,
é
graduado em Ciências Contábeis e
pós-graduado em Contabilidade e Controladoria.
Segundo afirma, seu maior incentivo para escrever, vem
da sua querida esposa, sua poeta predileta e sua musa
inspiradora. Cândido, aprecia textos de reflexão,
poesias, futebol, música new age, conversar com
amigos, caminhar à beira-mar e a humildade no
ser humano, entre outras coisas. Como sua esposa, Simone,
considera que a poesia é a nobre arte de expressar
os sentimentos da alma.
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SIMONE BORBA
PINHEIRO

Simone,
é graduada em
Educação Física e desde
a sua adolescência, tem por hábito, a
boa leitura e foi quando também, inciou sua
trajetória poética. Afirma,
que a sua inspiração, geralmente, chega
ao amanhecer de um novo dia e, também, quando
acontecimentos marcantes a despertam para uma reflexão
mais profunda. O poeta que mais a
inspirou foi Mário Quintana, com suas poesias
encantadoras que sempre a transportaram para um mundo
mágico. Além da poesia, Simone,
gosta muito de filmes, música, artesanato,
culinária, pinturas e tudo o que está
ligado as artes de um modo geral.
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ANDRÉA
BORBA PINHEIRO

Andréa
Borba Pinheiro, é uma mocinha linda, com 13 anos
de idade, nascida em Amambai - MS - Brasil, no dia 12
de julho de 1990.
Reside com seus pais em Santa Maria/RS, onde cursa atualmente,
o 1º ano do 2º grau. Estuda violão,
gosta de cantar, faz aulas de dança, toca guitarra
e, como seus pais, escreve lindas poesias. Escrever
para ela é como um banho de água quente
no final de um dia tumultuado, relaxa e faz com que
esqueça dos problemas.
A poetisa que mais a influencia é Bruna Lombardi,
pois segundo Andréa, escreve de uma forma forte,
mas ao mesmo tempo com palavras sutis.
É também, fã incondicional de Marta
Medeiros, considerando as crônicas dela muito
"massa"! Procura acompanhar tudo o que Marta
escreve.
Andréa, adora cinema, ver um filmezinho com os
amigos, passear em dia de sol, ouvir o barulho da chuva
caindo, ler livros de poesias e ouvir música.
Gosta de pipoca bem salgada e seu prato predileto é
macarrão, mas gosta das massas em geral, isso
sem esquecer do bom e velho chocolate, pois segundo
afirma, é meio chocólatra...
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POESIAS
DOS BORBA PINHEIRO:

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POESIAS DE
CÂNDIDO:
CAMINHOS E
SONHOS
(Cândido
Pinheiro - 02 Maio 2004)
Muitos caminhos se encontram nas encruzilhadas do
destino
Alguns se quebram nas dobras das esquinas, são
quinas da vida
Outros próximos e ao lado não se cruzam,
são paralelos e não se tocam
Todos são estradas viajantes, onde diversos
obstáculos encontramos
Às vezes pedregulhos ou entulhos desafiam nossa
passagem
Alguns são vencidos e outros contornados, são
pedras da caminhada
Muitos são deixados à beira da estrada,
não vêm ao caso
Outros quem sabe chamados carmas são levados
como cruzes pela vida afora
E na poeira que se levanta há uma imagem em
face de sacrifícios
Pois nem a chuva que refresca nosso corpo e que alimenta
o sedento chão
É capaz de apagar as marcas que ficam de nossos
passos
Estes são marcados por um suor derramado ao
trilhar da viagem
São gotas que tingimos os desenhos e escritos
nas páginas do tempo
E no calendário dos anos vamos riscando os
dias passados
Deixando ao longo das primaveras o mais puro cheiro
de existência
Um aroma de nossa essência, perfume que identifica
nossas pegadas
Muitas são as sementes de sonhos que jogamos
nos caminhos de outrora
Algumas são desprezadas e esquecidas a beira
dos passos
Relegadas à própria sorte ou ao tempo,
às vezes vingam e afloram
Outras por interesse plantamos e nas margens das águas
cultivamos
Nem sempre rompem a rigidez do solo, nem ao sol forte
vencem
Pois não basta apenas plantar nem tampouco
esperar crescer
É preciso preparar a terra e adubar com carinho
para florescer
Pois não existe terra fértil se o coração
for estéril, não adianta apenas desejar
É preciso querer e fazer acontecer, é
necessário amor para água chover
Nossas pegadas são sementes, os caminhos são
terras que pisamos
Sonhos nos levam a muitos lugares e o chão
percorrido a muitas chegadas
Onde em muitas vezes nos encontramos num instante
sonhador
Pois paramos o tempo e descansamos ao colo do amor
E sem temor continuamos arriscando a caminhada na
incerteza da escolha
Do continuar retilíneo nossa jornada ou seguir
um tortuoso caminho
São peças de um inesperado destino ou
coincidências da vida
Podem ser ou não enganos, pois existem muitas
trilhas
Da paixão ao amor eterno há uma distância
de sentimentos
Em que um é o fogo alucinante do corpo e da
mente
E o outro é o bater profundo de um coração
sereno em eterno momento
Mas no final, sem dúvidas, existe uma linda
árvore frondosa,
Majestosa em sombra acolhedora e refrescante, à
nossa espera
É o fim da jornada, nosso recanto derradeiro
e de íntima reflexão
De olhar para trás e percorrer em pensamento
tudo o que foi viajado
Vivenciar a dúvida se o caminho escolhido e
percorrido era nosso ou de outrem
Neste momento não adianta mais nada, pois somos
o resultado de nossas escolhas
Pouco ou muito interessa se a direção
tomada não tenha sido acertada
E se as sementes que ao longo não germinaram
foram apenas sonhos sonhados
Pode ser que aconteça um arrepender daquilo
que não se fez
Ou talvez de alguns feitos indevidos, frutos impulsivos
de vontades incontidas
Pouco importa, não há mais hora para
andar, nem mesmo nenhum passo à dar
Apenas esperar e descansar a sombra dos braços
da árvore frondosa
Este é o final do caminho, uma triste ou alegre
chegada
Não há mais partida para novos sonhos,
pois o nosso tempo o vento levou...
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ENCONTRO DAS ÁGUAS
(Cândido
Pinheiro - 02 Maio 2004)
Por entre as montanhas ando escondido em um vale perdido
Tranqüilo quase que num cochilo, mas sempre em
frente
Vou saudoso levando minhas águas cristalinas
Às vezes corredeiras, e recordando das cachoeiras
que já passei
Onde em lágrimas muitos véus de noivas
eu deixei
Lembrando da minha cabeceira, palco de amores que
enganei
Leito onde beijei sinuosas margens e deixei tatuagens
Cupidas marcas em ramos que jamais quebrei
Às vezes sou caudaloso e com força um
tanto tenebroso
Mas nada de furioso, pois sei que algumas pedras arranquei
Sem maldades, para tanto, não tenho mais idade
Mas às vezes na cruzada, roubo a melhor flor
de uma folhagem
Para misturar em minhas águas o seu aroma selvagem
Na chuva me regozijo num salpicar de gotas
Refrescante dilúvio para o calor que sinto
Por vezes meu dorso anda exposto ao sol a pino
Em muitas outras de alegria transbordo
Transformando em terra fértil a tudo o que
molho
E nas planícies por onde escorro, vou regando
as pastagens
Este verde que me acolhe quando deslizo por entre
as matas
Onde meu murmúrio silencia ante a sinfonia
dos pássaros
Que em coral de glória cantam bravo à
minha passagem
Em muitos braços me abro, e em desabafo formo
tentáculos
São muitas outras margens que abraço
por onde passo
Em rio único volto ao meu curso e discurso
ao mar a frente
Estou chegando e com alegria anuncio a minha aproximação
E num doce beijo molhado a água fica salgada
Agora sou oceano, um gigante em águas
Não ando mais escondido
por entre as montanhas em um vale perdido...
De agora em diante beijarei todas as costas
E mansamente em ondas vou rolar na areia morna das
praias
Aproveitando a magia e a beleza da mãe natureza
Deste fraterno encontro das águas
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CANETA POÉTICA
(Cândido
Pinheiro - 02 Maio 2004)
Deslizo suave sobre as folhas
de outono do papel
Sou dançarina que insisto
em manchar todas as linhas
E sobre elas deixar as mais lindas impressões
São linguagens do coração
em versar sobre amores
E mesmo com certos temores
vou saboreando os sabores
O doce e o amargo
que em outras folhas já provei
Registro teus desejos e paixões,
loucuras e seduções
Vontades que não cabem no segundo,
pois o vento sopra o tempo
E a cada momento deixo escrita
uma página com saudades
As verdades que escrevo não acontecem,
são delírios e ilusões
Tento enganar o meu caminho
e por isso desalinho
Na ânsia e em desatino
de iluminar o teu destino
Sou formosa, delicada e elegante
Por isso sou caminhante
de ir e vir a teus impulsos
Rabisco e ás vezes errante,
são deslizes do meu cansaço
Mas me sinto protegida
no afago terno dos teus dedos
Muitos arrepios em meu corpo
no agora desta hora
Aperte-me junto a você,
pois meu desejo é ser tua
Desnuda de vaidades,
me entrego ás tuas vontades
Faça de mim o que quiseres
e eu serei os teus dizeres
Em escritos de afazeres
vou saciando os teus prazeres
Sou simples e às vezes folheada,
tenho todas as cores
Pois na tinta eu me tinjo
para enfeitar os teus poemas
Por isso te peço que nunca me jogues fora
Nem tão pouco me abandones
quando chegar o meu final
Mas, se acaso não precisares mais de mim
Deixe-me ao menos descansar
sobre a tua escrivaninha
E assim à tua espera estarei,
certa de que irei encontrá-lo
Sempre que voltares a escrever...
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POESIAS DE
SIMONE:
VAMOS
SALVAR A AMAZÔNIA
(Simone Borba
Pinheiro - 14/01/03)
No coração do mundo,
nas profundezas do centro da terra,
emerge o mais precioso dos tesouros:
Uma Floresta Encantada!...
Os espíritos da floresta, à noite,
entoam hinos de louvor á sua existência.
A mata verdejante e misteriosa,
derrama lágrimas peroladas quando ceifada.
Aves assustadas tingem o céu de negro.
Jacarés e vitórias-régias
formam lindos tapetes aquáticos.
E o povo que ali habita, pede socorro,
bordando anéis de fumaça no céu
da mata.
Pois a floresta, aos poucos,
vai desencantando,
perdendo o brilho, a cor, a vida...
O homem mau abriu caminho floresta adentro
empunhando nas mãos a mortal arma
de lâminas frias e afiadas,
matando a vida na Floresta Encantada.
Os seres da floresta pedem socorro.
Vamos salvar a Amazônia
da derrubada indiscriminada da mata,
da matança descabida e gananciosa
dos animais que ali habitam,
das doenças do povo da floresta
que indefesos tombam sem auxílio.
Rios e igarapés choram lágrimas poluídas.
É a morte chegando lentamente
ao coração verde do planeta...
Uni-vos com braços fortes,
em brados retumbantes...
Vamos salvar a Amazônia,
a Floresta Encantada.
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CHIBATA, CHICOTE E AÇOITE
(Simone Borba
Pinheiro - 14/01/03)
Marcados a ferro e fogo
na pele lisa, brilhante,
narrando a história de um povo
que soube seguir adiante,
matando no peito as injustiças
sofridas de boca calada,
salgando as costas feridas
dos açoites, das chibatadas.
Negro da cor da noite,
em senzala, acorrentado,
nascido de negra bonita,
pelo branco maltratada.
Com altivez e coragem
próprias, de quem sofreu,
carrega nas costas largas
as dores todas do mundo,
sem que por um segundo
se ouça um gemido de dor.
Negro, foi o destino
cruel e traiçoeiro,
deste povo guerreiro
que mesmo se curvando
às regras da Casa Grande,
manteve no peito acesa
a chama da esperança,
e como qualquer criança,
não desistiu de lutar.
O patrão branco, recatado,
devoto de desconfiar,
era pai de muito negro,
com lágrimas derramadas
em noites de amedrontar.
Mas, negro nascido em senzala,
não podia dizer não,
cavava a própria vala
chamando de pai o patrão.
Negro, domado a castigo,
trazia desde o berço,
as amarras do destino
traduzido em
chibata, chicote e açoite!...
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NA BOCA DA NOITE
(Simone Borba
Pinheiro - 14/01/03)
Quando entra a madrugada escura e fria,
uma nova porta se abre
para um mundo obscuro e duvidoso,
de frequentadores perdidos no seu próprio eu.
São ratos da noite
que preenchem a escuridão
com seus dons malígnos,
rastejando no esgoto da maldade,
poluindo o ar com suas ervas malditas,
ceifando vidas vazias,
já sem esperanças,
roubando o ar e a alegria
sugando o sangue
de vidas alheias,
como vampiros sedentos
de ódio e comiseração.
Ratos da noite, nojentos, rastejantes,
disseminando ódio,drogas,
roubo e prostituição,
algemas do mundo,
num tempo de dor e lágrimas,
derramadas no planeta.
Seres pérfidos, algozes
que vivem e sobrevivem
da boca da noite,
que abre suas portas
acenando com um sorriso sedutor
como serpente pronta
para dar o bote fatal.
Fique atento!
Não se deixe seduzir
pelas armadilhas da boca da noite!
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POESIAS DE
ANDRÉA:
VIDAS INFINITAS
(Andréa Borba Pinheiro)
Ultimamente,
Ando simplesmente,
Chorando repentinamente,
Por um amor não presente.
Eu não te quero por perto.
Quero muito mais que isso.
Quero poder te proteger todos os dias.
Quero que nosso amor seja algo certo.
Não quero "talvez"... nem "quem
sabe"...
Não quero morrer todos os dias por você.
Não é uma maneira digna de usar
as vidas que me couberam.
Pois o amor não mata...
pelo contrário, o amor ressuscita.
Você sangra por mim e chora por mim.
Eu não sei viver assim.
Machucando, mesmo que sem querer,
A pessoa que me motiva a viver.
Minha vontade é correr,
Para longe de onde estou...
Para perto de você...
Mas adiantaria?
Diga-me, adiantaria?
Morrer internamente todo o dia?
Correr sem te alcançar todo o dia?
Viver sem te ter a toda a eternidade?
O que eu sempre quis,
Era ser tudo que você precisa,
E talvez eu até seja.
Mas onde está você
quando eu tento demonstrar?
Onde está o seu amor?
Onde está o seu carinho?
Onde está o seu rosto?
Os seus lábios e o seu corpo?
Eu vou embora.
Pois já está na hora de viver.
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GOSTARIA
(Andréa
Borba Pinheiro)
Eu gostaria de poder fazer
tudo que gosto...
Fazer-me possível perante o impossível...
Eu gostaria de não ter te conhecido...
Eu gostaria de não ter, ao meu coração,
dado ouvidos.
Eu gostaria de ficar com você
para sempre,
Eu gostaria de nunca chorar,
E tentaria sempre, todos os dias,
incansavelmente,
Convencer-te a me perdoar.
Eu gostaria de ser mais pretensiosa...
Mais esnobe, quando necessário...
Gostaria de ser mais maliciosa...
E de tanto te dar amor,
fazer-te milionário.
Eu gostaria de voltar atrás...
Gostaria de acertar meus erros...
Gostaria de não sentir remorso...
Gostaria de ter ouvido todos os conselhos.
Gostaria de estar aí com você!
Será que isso é pedir demais?...
Gostaria de proteger-te de tudo...
Gostaria de não te perder jamais.
Gostaria de ser digna do seu amor.
Gostaria de poder ser a primeira
a te beijar.
Gostaria de te dar o meu calor...
Gostaria de teu rosto tocar.
Gostaria, enfim, de que nossa vida
fosse perfeita...
Ou que, pelo menos... eu pudesse
te adorar do jeito certo...
Mantendo-te perto...
Gostaria de estar no seu coração
e na sua mente,
E claro... gostaria de você
ser meu novamente.
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DESCULPA
(Andréa
Borba Pinheiro)
Por todas as besteiras que fiz,
Pelas vezes que menti,
Pelas outras bocas que beijei,
Pelos " eu te amo " que te falei.
Por todas as situações constrangedoras,
Pelas vezes que te enforquei mentalmente,
Pelas outras pessoas que ouvi,
Pelos desaforos que a ti desferi.
Por todas as palavras rudes,
Pelas vezes que não te amei
o máximo que pude,
Pelas outras brigas que tivemos,
Pelos incontáveis dias a partir de hoje,
nos quais, não nos veremos.
Por todas as verdades que omiti,
Pelas vezes que passaste a noite em claro,
pensando em mim,
Pelas outras noites que tentaste me abraçar,
e te repeli,
Pelos erros que cometi.
Por todos os equívocos,
Pelas vezes que te neguei um afago,
Pelas outras idiotices que fiz assim,
sem pensar,
Pelos sentimentos, pelo amor
que um dia nos uniu.
Por saber.
Pelas vezes que não quis saber.
Pelas outras vezes que você
precisava saber,
E eu não contei.
Por estar longe.
Pelas vezes que te enganei...
dizendo que estaria aí com você.
Pelas outras vezes que sonhei...
Pelos sonhos impossíveis que idealizei
e não tive coragem de realizar.
Escuta, eu sei que você
não vai entender...
Nunca vai entender...
Mas eu fui racional
perante a cegueira da paixão,
Amor, eu feri, para poder
proteger o teu coração.
Lembra de mim, tá?...
Quando você estiver em casa,
sentado com a sua esposa,
Com os filhinhos correndo
de um lado ao outro...
Lembra de mim, como alguém
que te amou mais que a si mesma.
E, por favor...
Desculpa.
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Borba Pinheiro.

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